…”Ortodoxo demais para o meu gosto”…

É interessante ouvir alguém dizer, em se falando do Método Montessori e da escola especializada, a frase, simplista em sua forma, mas severa em seu conteúdo: “Fulana é ortodoxa demais para o meu gosto”.

O que quer dizer Ortodoxo?

Ortodoxo quer dizer, numa de suas acepções,…”que está em conformidade com um princípio ou doutrina”…

É desnecessário esclarecer que o Método Montessori é um sistema estruturado, enfocando da gestante à criança, ao adolescente, ao jovem universitário. É algo que tem princípio, meio e fim e é utilizado em todas as partes do mundo, por pessoas diferentes, que se unem pelos seus princípios e pelo seu conteúdo.

Ser ortodoxo é ser radical? É ser imutável? É ser rígido? É parar no espaço? No tempo? No mundo? Ser ortodoxo é defeito?

Por que criticar aquele que segue o Método em sua essência e pormenores, utilizando-o em detalhes após profunda análise e opção?

Por que defender em público uma metodologia que realmente não adota, não aceita completamente?

Por que tentar modificá-la em nome de uma liberdade de criação?

Por que “criar” no Método Montessori, em vez de criar um método pessoal, todo próprio, todo “seu”?

É uma situação que, por mais que se reflita, não se consegue entender.

Alguns dizem: – Se a Montessori fosse viva, não faria mais assim… Bacia de lavar as mãos? Tempos da minha avó! Por que não usar a torneira?… Interesse intrínseco da criança? Não existe hoje realmente… etc, etc, etc…

E poucos respondem: – Eu sigo porque conheço. Porque já questionei, verifiquei, visitei escolas, respondi minhas dúvidas e decidi fazer um trabalho verdadeiramente montessoriano.

Quem conhece, pratica estuda e crê realmente, apoia-se nas diretrizes emanadas nos Centros Internacionais da AMI – Associação Montessori Internacional – espalhados por todo o mundo: na Europa (Bergamo, Dubim, Londres, Paris, Roma, Perugia); na Ásia (Bambay, Colombo, Karachi, Tóquio); na África (Dar-se-Salaam, Tanzânia); na América (Toronto, Atlanta, Cincinnati, Fox Point, Houston, Kansas City, Miami, Montclair, Palo Alto, Portland, Santa Mônica, St. Louis, Washington, Cidade do México).

Estarão eles errados? Estará certo este grupo tão grande de brasileiros, que adota o método com profundas modificações?

A resposta não nos cabe. Cabe a cada um que escolheu este caminho: o de abrir uma escola montessoriana sem estar preparado, sem preparar sua equipe, sem aparelhar sua escola, sem definir metas educacionais, aproveitando o hoje, sem lembrar que o ontem é o construtor do amanhã.

Muitos pensarão que falamos assim porque somos intransigentes, queremos ser os únicos especializados e donos da verdade. Não, não é isto. Só queremos que as pessoas se definam, escolham o lado real para ficar: Montessori ou outra metodologia educacional. Todas são boas, mas são diferentes, inclusive na técnica e na filosofia.

É só uma definição, o que queremos: que não se abram escolas aleatoriamente, com placas Montessori, ditas Montessorianas, sem que se saiba que o preço é o respeito, é a preservação das atividades e das sequências. É a ortodoxia do conhecimento adquirido.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s