Saiba descobrir Montessori – Educação para a personalidade

Maria Angela Vinagre de Almeida

Transcrito do Jornal do Professor, Outubro de 1982.

Jornal do Brasil – Departamento Educacional

“Não é a vida que deve ser detida, mas a nossa inconsciência; primeiramente a do educador, pois cada um é educador de seu próximo tanto para o bem como para o mal.”

C. G. Jung

As ideias educacionais de Jung estão intimamente vinculadas à sua teoria da estrutura mental, de extrema complexidade. Pode-se, entretanto, simplificá-la em um sistema de três instâncias:

  1. O CONSCIENTE, cujo centro é o ego e cujo conjunto de funções e de relações com o mundo constitui a persona.
  2. O INCONSCIENTE INDIVIDUAL ou PESSOAL, cujo conteúdo é adquirido, e que é formado pelos elementos reprimidos ao longo da história do indivíduo.
  3. O INCONSCIENTE COLETIVO, cujo conteúdo é específico à raça e que jamais se torna consciente.

Esse inconsciente coletivo – noção considerada como a contribuição mais original de Jung – é estruturado por arquétipos, ou seja, por disposições hereditárias para agir e reagir. Estes arquétipos exprimem-se por imagens simbólicas coletivas. Vale lembrar que o arquétipo não é o símbolo, mas a base que lhe serve de fundamento. Os mitos são imagens arquetípicas organizadas em constelações, em relatos, em histórias, sujeitos à ação transformadora da estrutura social. Tem raízes no inconsciente coletivo, e sua decifração faz-nos chegar aos núcleos comuns a toda a humanidade. Assim, os sonhos, as fantasias individuais do neurótico, os mitos coletivos de grupos humanos, as religiões, não apenas apresentam semelhanças, mas mantêm entre si uma correspondência que pode ser detectada, e exprimem a unidade do indivíduo, da espécie e do cosmos. Continuar lendo “Saiba descobrir Montessori – Educação para a personalidade”

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